Ágora e BBI veem potencial para dividendos extraordinários da Vale (VALE3) em 2025.
Os analistas enxergam que a produção de minério de ferro da companhia deve atingir de 325 a 335 milhões de toneladas este ano, com os preços da commodity ficando numa média de US$ 100 por tonelada em 2025. “Os preços do minério têm superado as expectativas do mercado, apoiados por incertezas contínuas do lado da oferta, elevada produção de aço na China e esperanças renovadas de uma recuperação no mercado imobiliário da segunda maior economia do mundo”, afirmam.
A expectativa por um melhor desempenho de produção e custos pode impulsionar o Ebitda da Vale para US$ 16,4 bilhões em 2025, aumentando a probabilidade de dividendos extraordinários, principalmente no segundo semestre deste ano.
No que se refere aos proventos obrigatórios (não extraordinários), Ágora e BBI esperam que os valores sejam pagos em setembro de 2025, atingindo US$ 1,5 bilhão, o que levaria a um dividend yield (rendimento de dividendos) mínimo de 7%. As casas relembram que a política de dividendos da Vale determina que a empresa distribua, aos seus acionistas, pelo menos 30% de seu Ebitda ajustado menos o investimento “sustentável”, consistindo em dois pagamentos semestrais.
Com um Ebitda estimado em US$ 16,4 bilhões em 2025, a dívida líquida expandida da companhia atingiria US$ 13,3 bilhões até o quarto trimestre de 2025, o que, segundo os cálculos das casas, poderia desbloquear aproximadamente US$ 1,7 bilhão em retornos extras de caixa. Se materializado, isso implicaria um rendimento de dividendos adicional de 4%, que, juntamente com um dividend yield mínimo de 7%, totalizaria 11% de retorno aos investidores.